O Brasil não é um país pobre, mas um país de muitos pobres. (André Urani, professor de Economia da UFRJ).
Oprimir o pobre é ultrajar o seu Criador, mas tratar com bondade o necessitado é honrar a Deus. (Rei Salomão – Pv 14:31 NVI).
O maior problema do Brasil não é a pobreza, mas sim a desigualdade social. Segundo as estatísticas, cerca de 50% dos habitantes (80 milhões de pessoas) são pobres. Pelo menos 34% vivem abaixo da linha da pobreza. (ou seja, na miséria).
No entanto, o que se gasta para sustentar todos estes pobres, é semelhante à renda de 1% de ricos no país. Esta má distribuição de renda gera desgaste social e enfraquece a nação, uma vez que alimenta a revolta, a violência, o tráfico de drogas, os assaltos e a criminalidade.
Todos esperamos que o governo faça alguma coisa, mas a corrupção enfileirada nos corredores do poder acaba levando para longe a expectativa de que o quadro seja revertido.
No entanto, cada vez mais vemos crescer uma mentalidade social a partir da solidariedade e da iniciativa privada. As organizações não governamentais, empresas e entidades religiosas estão se mobilizando na busca de soluções concretas, emergenciais e eficientes.
A MEAP é uma ONG que há 26 anos trabalha com um dos segmentos sociais mais pobres e abandonados em nossa nação: Os pescadores artesanais.
Eles vivem esparramados pelos oito mil quilômetros de litoral, habitando em ilhas, manguezais, canais de mar e encostas de praias. Muitos vivem distantes das cidades em localidades de difícil acesso, sem infra-estrutura e assistência médica. Os pescadores precisam de ajuda.